No projecto, que inclui a construção de uma linha férrea, participa a empresa portuguesa Mota-Engil, em consórcio formado no último ano com uma construtora chinesa.

O processo de reassentamento das famílias será antecedido de quatro sessões de consulta pública de modo a acautelar possíveis conflitos, referiu Mamed Latif, diretor da Thaí Mozambique Logistics, citado pela edição de hoje do jornal moçambicano Notícias.

As duas primeiras sessões decorreram na última semana em Supinho, zona onde será implantado projecto, num encontro que juntou a comunidade local, a empresa e o executivo provincial da Zambézia.

Segundo referiu, está por apurar o valor do investimento a realizar no reassentamento e a partir da próxima semana será feito um levantamento de benfeitorias a realizar, sendo que estão previstas compensações pela ocupação de 10 hectares de terras pertencentes à comunidade local.

O Governo moçambicano atribuiu em 2013 à tailandesa Italthai Engineering (que detém 60% da Thai Mozambique Logistics) a concessão (construção, exploração e demais operações) do porto e da ferrovia de Macuze, 35 quilómetros a norte de Quelimane, capital da província central da Zambézia.

A linha férrea que vai ligar Macuze às minas de Moatize e Chitima, com uma extensão de 620 quilómetros, foi concebida para permitir o escoamento de carvão a partir da província de Tete, interior do país.

O porto de Águas Profundas de Macuse terá capacidade para receber navios de grande calado que vão transportar principalmente carvão mineral e servir países vizinhos de Moçambique sem acesso directo ao mar.

A obra no valor de cerca de 2,40 mil milhões de dólares será executada por um consórcio em que participam a construtora China Machinery Engineering e a Mota-Engil, prevendo-se que esteja finalizada em 2021.