“Ainda não recebeu a licença [para pescar atum]”, disse hoje em conferência de imprensa o ministro do Mar, Águas Interiores e Pescas, Agostinho Mondlane.

Agostinho Mondlane adiantou que a Tunamar ainda está a preparar os barcos para estarem em condições de irem à inspeção visando o início da atividade.

“Os barcos, para poderem pescar nas águas moçambicanas, têm de ser inspeccionados, como exige a lei”, frisou.

A inspeção deve verificar a conformidade dos requisitos de segurança sanitária do produto e da própria tripulação.

O primeiro-ministro, Carlos Agostinho do Rosário, disse em abril deste ano que a Ematum, empresa pública moçambicana beneficiária de dívidas ocultas, deu origem a uma nova firma, a Tunamar, em parceria com a empresa norte-americana Frontier Service Group (FSG).

“Em relação à Ematum, foi constituída a empresa Tunamar que resulta de uma parceria com a United States Frontier Service Group”, declarou Carlos Agostinho do Rosário, falando no encerramento do debate parlamentar da Conta Geral do Estado (CGE) de 2016.

O entendimento entre as empresas irá assegurar a operacionalização total dos barcos da firma pública ainda este ano, afirmou.

A Ematum, conjuntamente com a ProIndicus e a MAM, beneficiaram de mais de dois mil milhões de dólares de dívida avalizada pelo Governo, entre 2013 e 2014, mas ocultada.

Quando a operação foi descoberta, precipitou a dívida pública do país para níveis considerados insustentáveis.

A Ematum usou o dinheiro para a compra de 24 atuneiros, mas a sua atividade, tal como a ProIndicus e MAM, foi considerada inviável numa auditoria internacional pedida pela Procuradoria-Geral da República (PGR) que mantém em aberto uma investigação ao caso.