Num encontro em Pequim, Xi disse que os dois líderes deram "um forte sinal ao mundo de firme defesa" daqueles conceitos e de que "trabalharão juntos para construir economias abertas".

Macron iniciou uma visita oficial de três dias com o anúncio de que a União Europeia (EU) fechou um acordo com a China para impedir a contrafação de produtos agrícolas, incluindo vinhos e queijos.

O presidente Francês, que na quarta-feira participou em Xangai na abertura da Feira de Importações da China, disse que a China e a UE devem "construir uma parceria estável nas grandes questões globais face a um mundo cada vez mais instável".

"Desenvolver o acesso ao mercado e parcerias entre as nossas empresas é uma prioridade", afirmou o chefe de Estado francês.

A visita de Macron visa aliviar algumas das tensões que estão a sufocar o comércio global, numa altura em que China e EUA enfrentam uma prolongada guerra comercial e a UE pressiona Pequim a cumprir os seus compromissos de aumento das importações de produtos agrícolas e bens manufaturados e abrir os seus mercados financeiros e outros serviços.

Xi Jinping enfrenta uma guerra comercial com os EUA, que impuseram taxas alfandegárias adicionais sobre centenas de milhares de milhões de dólares de bens oriundos do país asiático.

A China tem tentado recrutar os países europeus como aliados na guerra comercial, mas Paris e Berlim ecoam também as reclamações norte-americanas sobre as práticas comercias chinesas, incluindo atribuição de subsídios para empresas domésticas e barreiras no acesso ao mercado, apesar de se oporem às táticas do líder norte-americano, Donald Trump.

Num relatório difundido na segunda-feira, a Câmara de Comércio da União Europeia na China pediu "resultados mais tangíveis", apelando a Pequim para que cumpra as promessas de uma maior abertura.

"Esperamos que o evento deste ano seja complementado por medidas concretas para facilitar ainda mais a abertura do mercado e aumentar o investimento estrangeiro, e não promessas vazias que já ouvimos por muitas vezes", afirmou Carlo D'Andrea, vice-presidente da Câmara de Comércio.

Na sexta-feira passada, a UE alertou também para "um risco real de fadiga" face às promessas de Pequim e disse que é preciso fazer mais para oferecer às empresas estrangeiras condições reciprocas no acesso ao mercado chinês.

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