"Temos estado a apresentar ao Governo os custos que a empresa tem, o preço de venda ao cliente e como é que a tarifa tem que evoluir para cobrir os custos", referiu o diretor comercial da EDM, Benjamim Fernandes, citado pela Agência de Informação de Moçambique.

De acordo com aquele responsável, é necessário atualizar as tarifas, sob pena de a empresa operar com uma tarifa inferior ao preço da aquisição.

As declarações surgem depois de o Centro de Integridade Pública (CIP), organização da sociedade civil moçambicana, ter anunciado que o Governo e a Eletricidade de Moçambique devem abster-se de estipular preços de energia, assinalando que essa competência cabe à Autoridade Reguladora de Energia (ARENE).

O CIP referiu, em comunicado, divulgado na segunda-feira, que de acordo com a lei que criou a ARENE, compete a esta entidade a fixação e aprovação de tarifas e preços de energia, gás e produtos petrolíferos.

Se algum ajustamento for realizado de outra forma, a curto ou médio prazo, "o mesmo será ilegal", diz o CIP, que assinala que a lei que cria o regulador do setor energético já está em vigor.

O preço da energia tem estado sob a atenção do CIP.

De acordo com cálculos da ONG apresentados em setembro, desde as últimas eleições gerais, em 2014, o custo da eletricidade já aumentou "mais de 200% para os grandes consumidores e cerca de 120% para os consumidores domésticos".