As obras estão a cargo da empresa Somagec, subsidiaria da Corporação de Engenharia de Energia da China (CEEC), e vão custar 21 mil milhões de meticais (312 milhões de euros), lê-se no relatório de pré-viabilidade ambiental consultado hoje pela Lusa.

A central vai usar carvão extraído pela mineradora brasileira Vale em Moatize, na província de Tete.

A central vai empregar directamente 1.850 pessoas na fase de construção e vai criar cerca de 11.500 empregos indirectos e 45 mil induzidos. Na fase de operação e manutenção vai gerar 300 empregos directos, 1.860 empregos indiretos e 7.300 induzidos.

O projecto aguarda aprovação do estudo de impacto ambiental, mas uma avaliação preliminar indica que a central é viável.

"Os estudos e investigações não identificaram qualquer falha fatal que possa impedir o avanço do projecto", lê-se no relatório da IMPACTO, consultora contratada para fazer o levantamento dos possíveis impactos do empreendimento.

O relatório acrescenta que as principais questões identificadas com estudo de avaliação ambiental incluem potenciais impactos associados a emissões atmosféricas, geração de ruídos, gestão de resíduos e a aspetos socioeconómicos.

A Eletricidade de Moçambique estima que em Nampula a procura de energia atinja 115 megawatts até 2023, estando a província, atualmente, com uma disponibilidades de 43 megawatts.

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