Os hotéis de cinco estrelas foram os que registaram o maior impacto face à ausência de turistas devido à pandemia da COVID-19: menos 85,9 pontos percentuais.

O “número de turistas entrados em abril ter continuado a descer, em consequência das medidas de quarentena à entrada em Macau terem ficado ainda mais restritas em finais de março”, justificou a DSEC.

Na sequência das restrições impostas, os números de hóspedes da China (70 mil) e de Hong Kong (dez mil) desceram 91,1% e 92,8%, respetivamente, em termos anuais, acrescentou a DSEC em comunicado.

Em abril, os hotéis e pensões do território hospedaram apenas 107 mil pessoas, menos 90,6%, em relação a março, longe dos números habitualmente registados em Macau, que só no ano passado recebeu quase 40 milhões de visitantes.

Em abril não se registou nenhum visitante em excursões no território devido às medidas em vigor.

Já o número de residentes que viajaram para o exterior com recurso a serviços de agências de viagens, em abril, foi de 200, tendo descido 99,9%, em termos anuais.

A DSEC indicou ainda que, nos quatro primeiros meses deste ano, a taxa de ocupação média hoteleira foi de 34,8%, tendo diminuído 57 pontos percentuais, em relação ao mesmo período do ano anterior. Os hotéis e pensões hospedaram 1.581 mil pessoas, menos 65,9%, se comparado com abril de 2019.

No mesmo período de 2020, o número de visitantes em excursões foi 253 mil, menos 92,3%, face ao período homólogo de 2019, e o de residentes que viajaram para o exterior com recurso a serviços de agências de viagens fixou-se em 88 mil, ou seja, menos 85,4%.

Os dados dos hotéis designados onde foram cumpridas as quarentenas obrigatórias, em abril, foram excluídos da compilação destes indicadores estatísticos.

Macau não regista novos casos há 50 dias consecutivos. Atualmente não existe qualquer caso ativo, depois de duas vagas durante as quais foram identificadas 45 pessoas infetadas.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de COVID-19 já provocou mais de 352 mil mortos e infetou mais de 5,6 milhões de pessoas em 196 países e territórios.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano passou a ser o que tem mais casos confirmados (cerca de 2,5 milhões, contra mais de dois milhões no continente europeu), embora com menos mortes (mais de 149 mil, contra mais de 173 mil).

Para combater a pandemia, os governos mandaram para casa 4,5 mil milhões de pessoas (mais de metade da população do planeta), paralisando setores inteiros da economia mundial, num “grande confinamento” que vários países já começaram a aliviar face à diminuição dos novos contágios.

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