"A venda conjunta prevê o fornecimento de 1,6 milhões de toneladas por ano (MTPA) ao longo de 17 anos a partir da data de início de exploração", prevista para 2024, na Área 1 da Bacia do Rovuma, ao largo da costa de Cabo Delgado, Norte de Moçambique, anuncia a Anadarko em comunicado.

Desta forma, "o leque de vendas de longo prazo do projeto Moçambique LNG inclui agora quatro dos cinco principais mercados de importação de gás natural liquefeito do mundo", acrescenta.

"Este acordo com a Jera e CPC reúne dois importantes clientes asiáticos e garantirá um fornecimento confiável de energia mais limpa para atender à crescente procura, tanto do Japão quanto de Taiwan", disse Mitch Ingram, vice-presidente executivo da Anadarko.

A petrolífera está a concluir o processo de financiamento do projeto da Área 1 e a garantir as aprovações finais, numa altura em que o total de contratos de longo prazo subiu para 11,1 MTPA e em que a decisão final de investimento está agendada para uma cerimónia pública a 18 de junho, em Maputo.

Ao mesmo tempo, decorre um processo de fusão da empresa com a petrolífera Occidental, que deverá estar concluído no segundo semestre e segundo o qual o projeto será posteriormente vendido à francesa Total.

Para já, é a Anadarko que lidera o consórcio da Área 1, um grupo de empresas que vai explorar o gás natural encontrado nas profundezas da crosta terrestre, sob o fundo do mar, a 16 quilómetros ao largo da província de Cabo Delgado.

Depois de extraído, através de furos, o gás será encaminhado por tubagens para a zona industrial a construir em terra, na península de Afungi, onde será transformado em líquido e conduzido para navios cargueiros com contentores especiais para exportação.

O plano prevê duas linhas de liquefação, instaladas em terra, e com capacidade anual de produção de 12 MPTA de gás natural líquido.

Além da Anadarko, que lidera o consórcio com 26,5%, o grupo que explora a Área 1 é constituído pela japonesa Mitsui (20%), a indiana ONGC (16%), a petrolífera estatal moçambicana ENH (15%), cabendo participações menores a outras duas companhias indianas, Oil India Limited (4%) e Bharat Petro Resources (10%), e à tailandesa PTTEP (8,5%).

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