Com efeito, realizou-se esta quinta-feira o Fórum sobre o Desenvolvimento Económico e a Conservação da Biodiversidade em Moçambique, uma iniciativa inserida na sexta Assembleia Geral da Fundação para a Conservação da Biodiversidade (Biofund).

Com o foco na disseminação de práticas internacionais de conservação do património natural dos países do mundo, o evento contou com a participação de doadores e representantes do governo, academias, agências multilaterais, sociedade civil e sector privado.

A directora de programas da Biofund, Alexandra Jorge, defendeu, na ocasião, a exploração de abordagens que ajudem a equilibrar a necessidade de desenvolvimento económico e a urgência da conservação do património natural de Moçambique.

Vincou a importância de um apoio financeiro sustentável às áreas de conservação da biodiversidade, para responder aos inúmeros desafios existentes no sector.

“Este evento é parte de uma campanha que busca soluções inovativas de financiamento para as áreas de conservação e para a biodiversidade em geral, que ajudem a melhorar os serviços ecossistémicos, dos quais maior parte da população moçambicana é dependente”, explicou.

Alexandra Jorge enalteceu os esforços do país na luta contra a exploração desenfreada e ilícita dos recursos naturais, realçando que persistem desafios, a exemplo da caça furtiva, que só podem ser superados com o envolvimento de todos os segmentos da sociedade.

“Moçambique está a desempenhar um grande papel em proteger parte do seu território. Temos cerca de 26 por cento do território de nacional protegido, mas há que investir na pesquisa e na fiscalização, para sabermos o que é que temos e preservar os habitats que estão nas áreas de conservação”.

A directora de programas da Biofund aponta os recursos faunísticos como os que concentram maior apetência dos “devastadores na natureza” e há, por isso, que redobrar esforços na preservação dos animais, por forma a evitar que desapareçam.

“A nossa fauna é emblemática. Temos, por exemplo, o dugongo que é a única população viável da espécie a oeste de África, as tartarugas marinhas, que são muito importantes e ainda abundantes em Moçambique. No caso dos animais terrestres temos o elefante que é uma espécie que está em grande perigo devido à caça furtiva”, enumerou.

A Biofund iniciou a actividade em Moçambique como um projecto piloto, no distrito de Limpopo, em Gaza, em 2016, tendo-se expandido, mais tarde, para outras nove localidades e com dois anos de actividade no país, já desembolsou um milhão de dólares para a conservação da biodiversidade no país.

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