A revelação foi feita à VOA pelo primeiro-ministro Ulisses Correia e Silva em Nova Iorque, onde abordou as relações com o continente africano, a diáspora e os avanços registados pelo país com a sua governação.

O acordo, que ainda está na fase de concepção, “será um instrumento forte, bilateral, que poderá criar condições para que o país seja mais conhecido e mais referenciado junto de investidores americanos”.

As relações entre Cabo Verde e paises do continente africano continuam a ser um campo onde as autoridades do arquipélago falam em potencialidades, mas empresários e observadores dizem que muito pouco tem sido feito e o país não tem conseguido aproveitar as potencialidades de um mercado de 300 milhões de consumidores na CEDEAO.

Ulisses Correia e Silva fala agora “num estudo em curso e apresenta o que ele considera ser um mercado potencial”.

O Chefe do Governo cabo-verdiano mostra, na sua óptica, o que já é um sinal do papel que o arquipélago pode desempenhar ao ligar África à América e Europa.

“A ilha do Sul é um hub vamos abrir novas rotas para Lagos em Dezembro na perspectiva de fazer uma ligação, serviço de logística de passageiros, por exemplo, entre Lagos, Sal e Washington, que é um destino a ser aberto em Dezembro, temos linha entre Dakar, Sal e Roma”, afirmou Correia e Silva, lembrando que “noutras áreas podemos ter um papel relevante” devido à estabilidade do país e à confiança que inspira nos investidores.

Cabo Verde tem uma diáspora superior à população local de pouco mais de 500 mil habitantes, com presença em sectores importantes, em países como Estados Unidos, França, Holanda, Portugal, Luxemburgo, Brasil, Senegal.

O Governo, segundo Correia e Silva, cujo governo acaba de aprovar um estatuto do investidor imigrante, agora quer trazer competências a nível técnico.

“Um conjunto de facilidades que vai permitir a um médico realizar actos médicos em Cabo Verde mais facilmente ou um académico leccionar”, explica.

Ulisses Correia e Silva esteve nos Estados Unidos para participar na Assembleia-Geral das Nações Unidas e manter contactos com autoridades de vários países e a comunidade cabo-verdiana radicada no país.

Entre outros eventos, ele presidiiu no dia 30 um fórum de investimentos com a participação de 300 convidados.

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