Os balanços consolidados das cinco entidades bancárias que operam em Timor-Leste, a que a Lusa teve acesso, mostram que no final do ano passado o Banco Nacional Ultramarino (BNU) tem em depósitos de clientes cerca de 388,31 milhões de dólares, mais 85 milhões de dólaress que no final do ano anterior.

O banco indonésio Mandiri, que tinha a segunda maior carteira de depósitos, caiu de 376,2 milhões de dólares para 340,88 milhões de dólares em 2019, seguindo-se o australiano ANZ, que apenas opera no mercado empresarial, onde o total de depósitos caiu de 183,88 para 149,5 milhões de dólares.

Segue-se o timorense BNCTL, que aumentou ligeiramente o total de depósitos para 125,6 milhões de dólares e finalmente o indonésio BRI, que viu crescer os depósitos de 26,79 para 33,69 milhões de dólares.

Uma situação que praticamente se inverte no caso dos créditos, com o BNCTL a ter o maior volume – passou de 82 para 89,2 milhões de dólares – e o BRI a aumentar de 26,79 para 33,69 milhões de dólares.

Os dados mostram que o BNU é a única instituição financeira com valores significativos de provisões para esses créditos, com cerca de 12 milhões de dólares aprovisionados, um terço da sua carteira.

As provisões do BNU representam 74% de todas as provisões do sistema financeiro timorense, com todas as outras entidades a terem provisões residuais e o Mandiri a não manter qualquer valor aprovisionado.

Os bancos com maior crédito registam provisões reduzidas, com apenas 1,7 milhões dos 89,17 milhões de dólares no caso do BNCTL e de apenas 67 mil dólares dos 61,16 milhões no caso do BRI.

As provisões do ANZ são de cerca de 10% da sua carteira, mostram os dados.

O sistema bancário timorense inclui o português BNU, do grupo Caixa Geral de Depósitos – o banco mais antigo a operar no sistema e que ainda detém a maior quota de mercado -, e o timorense Banco Nacional de Comércio de Timor-Leste (BNCTL).

Fazem ainda parte do sistema bancário timorense os indonésios Mandiri e BRI e o australiano ANZ.

Os balanços consolidados mostram que no ano passado o BNU registou resultados de exploração de 8,1 milhões de dólares e lucros de 7,89 milhões de dólares, os melhores números de todo o sistema.

O Mandiri registou resultados de exploração de 6,45 milhões de dólares e lucros de 5,79 milhões de dólares tendo o BRI obtido resultados de exploração de 4,5 milhões de dólares e lucros de 4,1 milhões de dólares.

Finalmente o BNCTL registou resultados de exploração de 2,58 milhões de dólares e lucros de 2,32 milhões de dólares e o ANZ obteve resultados de exploração de 753 mil dólares e lucros de 677 mil dólares.

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