“O Banco Mundial encorajou e mostrou-se favorável a apoiar na promoção da reconstrução de infraestruturas e de atividades de desenvolvimento económico e criação de emprego para os jovens [em Cabo Delgado]”, refere um comunicado de imprensa da Presidência moçambicana, que cita o Presidente do Banco Mundial, David Malpass.

Aquele responsável falava durante uma reunião virtual de trabalho com o Presidente moçambicano, Filipe Nyusi.

Além de manifestar a disponibilidade em apoiar aquela província do Norte de Moçambique, o dirigente do Banco Mundial felicitou ao Governo pelas medidas que tem tomado para fazer face aos ataques, defendendo a definição de “projetos concretos” na região para garantir a inclusão dos jovens.

O conflito já matou, pelo menos, 1.000 pessoas, e algumas das ações dos grupos armados têm sido reivindicadas pelo grupo ‘jihadista’ Estado Islâmico (EI).

De acordo com as Nações Unidas, a violência armada em Cabo Delgado forçou à fuga de 250.000 pessoas de distritos afetados pela insegurança, mais a norte da província.

Além da violência armada em Cabo Delgado, Malpass e Nyusi abordaram os desafios impostos pelo novo coronavírus, tendo a entidade manifestado também a abertura para apoiar o país africano, que já registou um total de 2.411 casos positivos de covid-19, 16 óbitos e 860 pessoas já foram dadas como recuperadas, segundo a última atualização.

“Os dois dirigentes reafirmaram o seu empenho em aprofundar a sua parceria, remetendo aos membros da equipa do Banco a prosseguir a interação com o Governo de Moçambique para intervir em áreas e programas concretos”, conclui o comunicado.

O mais recente apoio do Banco Mundial a Moçambique está na área da agricultura, onde a entidade internacional disponibilizou 500 milhões de dólares (425 milhões de euros) para apoiar o projeto Sustenta, cujo objetivo é integrar pequenos agricultores na cadeia de valor de produção e aumentar a sua capacidade.

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