O principal banco público do Brasil referiu num comunicado que o seu lucro líquido ajustado, excluindo fatores extraordinários, foi de 6,7 mil milhões de reais (1,063 milhões de euros), valor que indica queda de 22,7% face ao primeiro semestre de 2019.

No comunicado, o banco estadual atribuiu o resultado do semestre ao aumento do índice PCLD (Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa), um índice contábil que informa o valor que uma empresa pode perder com o incumprimento de clientes, que subiu 51,8% em comparação com o mesmo período de 2019.

Considerando apenas o segundo trimestre deste ano, o Banco do Brasil atingiu um lucro de 3,2 mil milhões de reais (500 milhões de euros), montante que mostra uma contração de 23,7% face ao mesmo período de 2019 e estabilidade quando comprado aos resultados atingidos entre janeiro e março de 2020.

Sobre o segundo trimestre, a instituição bancária apontou que o resultado foi afetado “pela resiliência da margem financeira bruta, pela pressão sobre as receitas da prestação de serviços e pela diminuição das despesas legais”.

Após a pandemia causada pelo novo coronavírus, que no Brasil causou mais de 97 mil mortes e 2,85 milhões de casos, o Banco do Brasil indicou que as “projeções corporativas permanecem suspensas devido à alta volatilidade e incerteza, que exigem uma atualização frequente do cenário”.

A carteira de crédito do banco estatal brasileiro totalizou 721,6 mil milhões de reais (113,7 mil milhões de euros) até 30 de junho, um avanço de 5,1% em relação ao final do primeiro semestre de 2019 com crescimento em quase todos os segmentos, principalmente o de pessoas jurídicas (6,6%).

A taxa de incumprimento, que mede o percentual de crédito em atraso há mais de 90 dias, passou de 3,17% em 31 de março, no final do primeiro trimestre, para 2,84% em 30 de junho.

Em 2019, o Banco do Brasil obteve um lucro líquido de 18,1 mil milhões de reais (cerca de 2,8 mil milhões de euros à taxa de câmbio atual), valor 41,2% superior ao lucro registado em 2018.

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