De acordo com uma carta da Gapi enviada ao primeiro-ministro, Carlos Agostinho do Rosário, citada hoje pelo semanário Savana, o Banco de Moçambique não está satisfeito com "os requisitos de idoneidade para o exercício do cargo, considerando que a instituição não tem reportado informações financeiras e prudenciais.

A Sociedade de Investimento Gapi tem como acionistas a Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade (10,55%), a Cruz Vermelha Moçambique (8,91%)o instituto de Gestão de Participação do Estado (10,25%), a Gapigest (25,64 %), a Confederação das Associações Economias - CTA (19%) e os Gestores, Técnicos e Trabalhadores (GTT) (25, 64%).

O Banco de Moçambique considera que a instituição está em situação de falência técnica, tem fundos próprios negativos, o rácio de solvabilidade está abaixo do mínimo estabelecido (8%), apesar de o relatório da empresa publicado recentemente avançar um rácio de 24,94%, com fundos próprios de 591 milhões de meticais (8,4 milhões de euros).

As constatações levaram o Banco de Moçambique a cancelar, a 04 de Junho, o registo especial dos administradores executivos da instituição.

Na quarta-feira, de acordo com fonte do Savana, os accionistas da Gapi estiveram reunidos, tendo decidido adoptar uma "posição conciliatória, tomando medidas que facilitem um melhor relacionamento com a entidade reguladora".

"Foi-nos referido que António Souto, fundador da Gapi, pôs o seu cargo à disposição", lê-se ainda no semanário.

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