"O ciclone Idai agravou as fontes de riscos sobre as projeções de inflação", anunciou o Banco de Moçambique, em comunicado, sem, no entanto, adiantar valores - embora o ministro da Economia e Finanças tenha garantido há duas semanas, em Washington, que a inflação anual pode subir dos atuais 3,4% para 4,8% no final de 2019.

O Banco de Moçambique destaca as consequências da tempestade: "necessidade de assistência humanitária, reconstrução de infraestruturas e perda de receita pública na região centro", atingida pelo ciclone em meados de março, para explicar os riscos inflacionistas.

A nível interno, outro risco para a inflação é a sustentabilidade da dívida pública, "no contexto das incertezas quanto ao financiamento do défice das eleições de 2019", marcadas para 15 de outubro para eleger o Presidente da República, parlamento e, pela primeira vez, os governos provinciais.

O banco indica que "a dívida pública interna aumentou" de acordo com a informação de abril, por via do "recurso a Bilhetes do Tesouro, Obrigações do Tesouro e adiantamentos do Banco de Moçambique".

Desde a última reunião do CPMO, em março, a dívida pública cresceu 2.213 milhões de meticais, passando o saldo para 122.273 milhões de meticais.

O CPMO decidiu igualmente manter as taxas da Facilidade Permanente de Depósitos (FPD) e da Facilidade Permanente de Cedência (FPC) em 11,25% e 17,25%, respetivamente, bem como os coeficientes de Reservas Obrigatórias (RO) para os passivos em moeda nacional e em moeda estrangeira em 14,0% e 36,0%, respetivamente.

Na sua rede favorita

Siga-nos na sua rede favorita.