"Moçambique pode tornar-se uma das maiores economias em África quando a produção de gás natural no norte atingir o seu pico em 2028, ano em que a economia deverá crescer 24% ao ano, e metade do PIB de Moçambique virá do gás natural", lê-se no relatório sobre as Perspectivas Económicas do Sul de África ('Southern Africa Economic Outlook', no original em inglês).

No documento, os analistas salientam que "acelerar os projectos de produção de gás natural e melhorar a gestão orçamental podem maximizar os benefícios no desenvolvimento humano".

Neste aspecto, os peritos do BAD defendem que "uma parte do gás devia ser alocado à procura interna, especialmente para a geração e distribuição de energia, e para as necessidades industriais".

A importância do sector do gás natural é enfatizada repetidamente ao longo do relatório, que afirma que "Moçambique devia melhorar o sector da governação, desenvolver um quadro regulatório de políticas e oferecer incentivos fiscais para os investimentos nas infraestruturas que potenciem os benefícios do desenvolvimento inclusivo".

Especificamente, o BAD recomenda que o país desenvolva "políticas específicas de utilização do gás, que defina políticas que promovam o comércio intra-regional dos recursos do gás, que desenvolva políticas de gestão do gás e que promova políticas que potenciem o desenvolvimento industrial e zonas delimitadas em que o gás possa ser fornecido a várias indústrias".