Segundo a SODIAM, o volume total de vendas corresponde a uma redução de 35,3% em relação ao igual período de 2018.

“Este decréscimo resulta, particularmente, da não-concretização das vendas dos lotes da Sociedade Mineira do Catoca, no mês de abril, que representam geralmente cerca de 80% do volume de produção do trimestre”, explicou hoje, Sendji Vieira Dias, chefe do departamento de Planeamento da SODIAM.

As realizações do mercado de diamantes em Angola durante o segundo trimestre de 2019 e as perspetivas para o terceiro trimestre foram apresentados hoje, em Luanda, na sede do Ministério dos Recursos Minerais e Petróleos.

Sendji Vieira Dias, que procedeu a apresentação do balanço, deu conta também que a receita bruta proveniente da atividade de comercialização registou uma redução de 87,3 milhões de dólares em relação ao similar período de 2018.

“Esta redução é fundamentada pelo decréscimo de diamantes vendidos em cerca de 35%”, justificou.

O preço médio total do período cifrou-se em 155,37 dólares/ quilate.

As províncias angolanas da Lunda Sul com 89% e Lunda Norte com 11% lideram o volume de produção comercializada entre abril e junho de 2019, sendo que 1.332.939,05 quilates de origem kimberlítica e 165.289,15 quilates de origem aluvionar.

Agregando toda a produção e comercialização do primeiro semestre de 2019, o responsável disse que durante o período foram comercializados um volume total de 4,1 milhões de quilates que permitiu a arrecadação de uma receita de 601,4 milhões de dólares.

O responsável recordou ainda que o volume de diamantes comercializado no primeiro semestre de 2019 representou uma redução de 4,2% em comparação ao igual semestre de 2018 e um incremento da receita de 3,9% em relação ao similar período no ano anterior.

Angola produz anualmente cerca de nove milhões de quilates de diamantes e as autoridades pretendem a alargar a produção anual para 14 milhões.

DYAS // VM

Lusa/Fim

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