"Estamos em discussões com um conjunto de parceiros chineses, incluindo companhias petrolíferas nacionais e compradores independentes de Gás Natural Liquefeito", anunciou a companhia norte-americana, acrescentando que o aumento do consumo de gás no gigante asiático torna-o um mercado estratégico de longo prazo para o projecto de GNL liderado pela Anadarko".

Este aumento, comentou uma analista do sector na consultora BMI, pode favorecer a tomada de decisões de investimento nesta região africana, nomeadamente em Moçambique, uma das regiões do mundo mais férteis em gás natural.

As importações de gás para a China subiram 50% nos primeiros 10 meses do ano passado, tornando o país no terceiro maior comprador mundial, a seguir ao Japão e à Coreia do Sul, segundo a agência de informação financeira Bloomberg.

A italiana Eni já avançou com um investimento de 7 mil milhões de dólares, num projecto em que está também a portuguesa Galp, mas a Anadarko precisa ainda de garantir mais vendas para justificar o investimento no norte do país, de acordo com a Bloomberg, que diz que a empresa já garantiu a venda de 2,6 milhões de toneladas, das 8 milhões de que precisa para justificar o investimento.

"A localização geográfica central de Moçambique significa que o país está bem posicionado para satisfazer as necessidades dos consumidores no mercado Atlântico e nos mercados da Ásia-Pacífico", referiu a fonte da Anadarko à Bloomberg.

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