"A Anadarko vai promover um encontro especial de acionistas a 08 de agosto para votarem a proposta necessária para completar a fusão" com a petrolífera Occidental, lê-se no comunicado divulgado na quinta-feira.

As duas petrolíferas têm sede nos Estados Unidos da América (EUA) e depois de completada a fusão, que está a ser concertada entre as duas firmas desde maio, a Occidental vai vender os projetos da Anadarko em África à francesa Total - incluindo a Área 1 da bacia do Rovuma, no Norte de Moçambique, um investimento de 25 mil milhões de dólares.

A venda do conjunto de empreendimentos africanos à Total por 8,8 mil milhões de dólares consta já de "um memorando de entendimento, datado de 03 de maio de 2019", refere o documento.

O negócio está condicionado à conclusão da fusão - que passa pela votação de 08 de agosto -, à redação de um contrato definitivo de compra e a aprovações regulamentares exigidas, entre outras condições legais habituais nestas transações.

"A Occidental e a Total pretendem celebrar um contrato definitivo de compra" antes de a fusão com a Anadarko ser fechada, o que por sua vez deverá acontecer até final do ano, refere o documento da administração - ressalvando, no entanto, que a data depende de processos que envolvem outras entidades.

Mesmo que o prazo não seja cumprido, o memorando de entendimento deixa uma margem confortável para que o negócio aconteça: até 01 de dezembro de 2020.

A nível global, a Total é um dos principais grupos mundiais de petróleo e uma empresa que conhece Moçambique.

A Total está presente no país no negócio dos postos de combustível e tem um historial de pesquisa de hidrocarbonetos ao largo da costa moçambicana, atividade em que participou até há três anos.

Após concluídos os negócios em preparação, deverá substituir a Anadarko como líder do consórcio da Área 1 de exploração de gás natural liquefeito (GNL), no norte de Moçambique, cuja produção deverá arrancar em 2024.

Os projetos de gás da Área 1 e Área 4 (liderado pela Exxon e Eni) deverão colocar Moçambique no 'top 10' dos maiores produtores mundiais e acelerar o crescimento económico para incrementos entre 7% a 10% ao ano.

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