Através de um anúncio publicado hoje no jornal Notícias, o diário de maior circulação em Moçambique, a Anadarko diz que vai contratar empresas de seguros contra todos os riscos nas obras em terra e ao largo da costa da Península de Afungi, província de Cabo Delgado.

A companhia norte-americana pretende igualmente contratar entidades seguradoras para carga marítima, cobrindo danos físicos dos materiais durante o transporte marítimo.

Esta semana, a Anadarko anunciou mais um “passo importante” para a exploração de gás natural na bacia do Rovuma, ao seleccionar as empresas que vão construir o sistema submarino de extracção.

“A Anadarko escolheu as empresas TechnipFMC e VanOord para os trabalhos de engenharia, aquisição, construção e instalação do sistema submarino ‘offshore’ do seu projeto de gás natural liquefeito em Moçambique”, lê-se numa informação da Anadarko consultada pela Lusa.

A companhia lidera o consórcio de desenvolvimento da Área 1 da bacia do Rovuma que nos últimos meses tem anunciado estar a fechar contratos de venda, já com preço estabelecido, para o gás que vai produzir em Moçambique.

O consórcio que explora a Área 1 é constituído pela norte-americana Anadarko (26,5%), a japonesa Mitsui (20%), a indiana ONGC (16%), a petrolífera estatal moçambicana ENH (15%), cabendo participações menores a outras duas companhias indianas, Oil India Limited (4%) e Bharat Petro Resources (10%), e à tailandesa PTTEP (8,5%)