O reforço anunciado pelo ministro das Finanças da África do Sul, Tito Mboweni, à Eskom pretende suportar a empresa num momento em que a crise energética no país resulta em quebras regulares no fornecimento.

Em julho de 2019, a Eskom anunciou um prejuízo líquido recorde de 20,7 mil milhões de rands (1,3 mil milhões de euros ao câmbio de então) no ano fiscal terminado em março, estando ainda estrangulado com uma dívida de 26 mil milhões de euros.

Esta é uma das empresas estatais sul-africanas que enfrentam dificuldades resultantes de anos de má gestão e alegada corrupção sob a presidência de Jacob Zuma (2009-2018).

As falhas de energia elétrica, resultantes da redução da redução da oferta energética, estão a ter consequências pesadas sobre a economia do país, sob ameaça de uma nova queda na classificação financeira.

Já a SAA tem sido sucessivamente injetada com fundos públicos.

Em dezembro, a administração do atual Presidente, Cyril Ramaphosa, colocou a SAA em recuperação, como forma de evitar a falência.

No final de janeiro deste ano, a SAA anunciou que terá acesso a 3,5 mil milhões de rands (218 milhões de euros ao câmbio de então), disponibilizados pelo Banco de Desenvolvimento da África Austral.

Durante o mês, a SAA cancelou vários voos, num esforço para poupar dinheiro após o fim do prazo para uma prometida injeção de capital do Governo de cerca de 138 milhões de dólares (124 milhões de euros).

Em fevereiro, a SAA anunciou a suspensão de várias rotas, incluindo as ligações aéreas a Luanda, em Angola, e São Paulo, no Brasil.

Tito Mboweni anunciou também a alocação de 15 mil milhões de dólares (13,8 mil milhões de euros) nos próximos dez anos para a reestruturação do setor energético, ainda muito dependente de combustíveis fósseis, como o carbono.

"O Governo vai fazer o que for preciso para assegurar um fornecimento energético estável. Como disse, é a nossa função prioritária", afirmou o ministro.

Mboweni anunciou também mais fundos para as forças policiais e para o Ministério Público, acrescentando que alguns dos casos a serem tratados como prioridades incluem o inquérito às alegações de corrupção durante a presidência de Zuma.

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