O avançado português, que esta época trocou (após nove anos de "fidelidade") o Real Madrid pela Juventus, prometeu aos mais próximos marcar três golos no jogo frente ao Atlético de Madrid. Era a conta necessária para a "vecchia signora" dar a volta a uma péssima apresentação em Madrid (derrota por 2-0) e seguir em frente na competição que há muito tenta conquistar.

Para CR7, que ganhou as três últimas edições da prova milionária da UEFA e já vai em cinco conquistas (procura a sexta para igualar Gento, o único jogador da história que conquistou meia dúzia de títulos máximos do futebol europeu de clubes), a edição deste ano, mais do que um desafio, significa uma aposta pessoal: ao mudar-se para Turim confere à equipa alvinegra a mais-valia que Agnelli e Allegri procuravam, o trunfo decisivo para os momentos complicados, a alma suplementar que pode tocar o céu.

A noite desta terça-feira, em Turim, mostrou o melhor Cristiano: com raça, foco, senhor de uma intuição única e, sobretudo , a dizer "presente" quando a equipa precisava verdadeiramente dele. Dois golos de cabeça e um de grande penalidade, já próximo do final do encontro, foram a resposta fria a Florentino Pérez, com quem as relações do jogador madeirense esfriaram significativamente, a ponto de ter forçado claramente - com o apoio do seu empresário de sempre, Jorge Mendes - a saída de Santiago Bernabéu. E, numa eliminatória em que o Real Madrid foi estrondosamente afastado da Liga dos Campeões pelos jovens holandeses do Ajax, a conquista da Juventus perante o Atlético de Madrid ganha uma ironia especial.

Ronaldo, um jogador de recordes

Acumula números excecionais e não se prevê quando possa abrandar. Assim é o jogador nascido no Funchal e lançado pelo Sporting no futebol profissional. Olhemos os números, que falam por si…

Melhor marcador das competições de clubes da UEFA, com 124 golos;

Goleador máximo da Liga dos Campeões, com 122 golos;

Melhor marcador de uma temporada na Liga dos Campeões, com 17 golos em 2013/2014;

Mais finais da Liga dos Campeões ganhas (cinco);

Único jogador que marcou em três finais da Liga dos Campeões;

Único jogador que marcou nos seis jogos da fase de grupos da competição;

Único jogador a marcar em onze jogos consecutivos da Liga dos Campeões;

Melhor goleador de sempre do Real Madrid: 450 golos;

Mais vezes considerado Jogador do Ano para a UEFA (quatro);

Mais "Bolas de Ouro" (cinco, em conjunto com Lionel Messi);

Ronaldo e Messi: haverá reencontro?

Numa temporada em que também Lionel Messi parece regressar ao apogeu da sua forma com a camisola do Barcelona (embora, com a mudança de Cristiano para Itália, se tenham perdido os duelos diretos entre os astros argentino e português), as próximas semanas serão de acesa competição: a Champions League será o grande objetivo dos dois astros (que até se pode encontrar antes da final, se os sorteios assim o ditarem…), mas as respetivas ligas domésticas continuam a ser igualmente fundamentais. E se o Barcelona domina La Liga, a Juventus é rainha e senhora da Serie A.

Portanto, mais um ano a ganhar (quase) tudo e, na perspetiva do "internacional" português, com a possibilidade adicional de vencer também a edição inaugural da Liga das Nações, uma vez que a sua seleção está apurada para a "final four", em junho.