Os Jogos Olímpicos Tóquio2020 estavam inicialmente marcados para este ano, mas foram adiados para 2021 devido à pandemia de covid-19.

“Gostaríamos de levar o maior número de atletas qualificados”, afirmou Penalva César, numa altura em que o país tem garantida a qualificação de cinco atletas: três velejadoras e duas pugilistas.

“Se não tivesse acontecido esta situação pandémica, os atletas estavam motivados e tudo indica que iríamos qualificar mais um ou dois” na modalidade de boxe ou atletismo, frisou César.

Moçambique ainda sonha com a qualificação, no total, de 10 a 15 atletas para os próximos jogos e, além das modalidades já referidas, também deposita esperanças no vólei de praia (pares), natação, taekwondo e karaté.

O país deverá contar também com convites no âmbito da solidariedade olímpica em número ainda por definir, adiantou o diretor executivo do COM.

Entre atletas qualificados e convidados, Moçambique nunca levou mais que oito participantes às competições olímpicas – excluindo os 14 do ano de estreia, 1980, em que o país não chegou a competir para se qualificar.

“Temos participado com um ou dois atletas qualificados e o resto são atletas convidados, respeitando aquilo que é o espírito de universalidade dos Jogos Olímpicos”, assinalou.

“A prioridade neste momento é qualificarmo-nos. Já passamos da época em que estávamos à espera da solidariedade “, destacou.

Sobre as ambições do país quanto a medalhas, Penalva César mostra-se cauteloso, apontando para a posição modesta em que os atletas moçambicanos se encontram nas classificações mundiais das respetivas modalidades.

Os atletas moçambicanos vão enfrentar “os melhores atletas do universo”, disse César.

As cinco atletas moçambicanas qualificadas para os Jogos Olímpicos vão retomar os treinos a partir do dia 22, após a suspensão da atividade, devido à covid-19.

Estão apuradas as velejadoras Deisy Nhaquile, Maria Machava e Denise Parruque e as pugilistas Rady Gramane e Alcinda Panguane.

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