Amantes da modalidade, ouvidos pelo SAPO Moçambique dividem-se entre o positivismo, alimentado pela esperança de ver a selecção evoluir de forma esporádica e fazer parte da festa, em 2022, e o negativismo, guiado pelo facto de, nos últimos tempos, Moçambique mostrar-se inferior à selecções consideradas fracas, a exemplo da Madagáscar e das Ilhas Comores.

Os que alimentam o sonho consideram que, com um pouco mais de entrega, trabalho e patriotismo os Mambas podem garantir uma vaga em Qatar.

"O trabalho deve incidir nas camadas de iniciação, a selecção olímpica ou a sub-20", disse Leo Jorge, adepto dos Mambas, secundado por Armando que considera que sonho, sem trabalho, não tem valor. “É preciso um grande investimento por parte das estruturas desportivas, mas também de todos os moçambicanos. Se outras selecções africanas conseguem, Moçambique também pode”, disse

Edson Tai
Mambas no Mundial 2022? créditos: SAPO Moçambique

“Temos que sonhar com algo palpável. Não vejo a nossa selecção com capacidade internacional, daqui a quatro anos.Tentemos, antes, nos tornar assíduos no Campeonato Africano das Nações”, aconselha.

Azarias Macamo, colaborador desportivo, no Clube de Desportos do Maxaquene afirma que os despirtistas devem recuperar o sentimento de amor à camisola e não olhar o futebol como alternativa para suprir necessidades financeiras.

“Pelo rumo que as coisas tomam, considero que falta muito para que os Mambas consigam atingir altos patamares. Num cenário em que os jogadores colocam o dinheiro à frente da bandeira, basta uma crise financeira para que a motivação descarrile. Isto não acontecia no passado, pois os antigos futebolistas sabiam o peso que carregavam, quando vestiam a camisola da selecção. Tinha um valor inestimável”, recordou, alidindo jogadores com Joaquim João e Chiquinho Conde.

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