A FIFA vai apoiar os clubes de futebol que militam na primeira divisão moçambicana cujos recintos desportivos foram destruídos pelo ciclone Idai no centro de Moçambique, em março último, anunciou nesta terça-feira (16.04.) o organismo máximo que gere o futebol mundial.

Uma equipa de técnicos da FIFA está em Moçambique para proceder ao levamento das infraestruturas desportivas danificadas pelo ciclone Idai e constatar o estado em que se encontram as obras financiadas pelo organismo, um mês depois da calamidade natural na zona centro.

Trata-se de campos do Ferroviário da Beira, da Manga, o Estádio Municipal da Beira, em Sofala, e o campo da Soalpo em Manica que acolhem o campeonato nacional de futebol. Refira-se que alguns dos campos mais afetados pertencem ao Ferroviário da Beira, Têxtil do Púnguè e ao Textáfrica de Chimoio, clubes que militam na primeira divisão do futebol nacional.

FIFA vai financiar a reconstrução dos campos

Os clubes desta região deverão apresentar um orçamento com os custos da reabilitação das suas infraestruturas desportivas. Por sua vez, o enviado da FIFA à Moçambique, Véron Mosengo-Omba, deverá apresentar ao presidente da FIFA, Gianni Infantino, um relatório sobre os estragos que o ciclone Idai causou aos recintos desportivos na zona centro do país.

"A Fundação FIFA irá analisar o meu relatório e veremos como se irá apoiar, claro, com a parceria da Federação Moçambicana de Futebol”, afirmou Mosengo-Omba, que assegurou que a Fundação FIFA vai comparticipar para reconstruir onde houve estragos, mas em coordenação com a Federação Moçambicana de Futebol, entidade que gere o futebol moçambicano.

Mosengo-Omba acrescentou que não é responsabilidade da FIFA cobrir todas as despesas dos estragos, mas "vai entrar e ajudar no que pode, como forma de garantir que os estragos sejam minimizados”.

O enviado de Gianni Infantino deixou garantias que o apoio da FIFA chegará muito em breve a Moçambique a fim de garantir que as atividades desportivas, como o Moçambola, a principal prova de futebol moçambicano, regressem aos campos assolados pelo Idai.

Moçambola arranca a 27 de abril

Depois de a Liga Moçambicana de Futebol ter anunciado a disputa do campeonato nacional em regiões chegaram garantias de que o Moçambola, o campeonato nacional, será disputado no sistema clássico de todos contra todos. As 16 equipas do 'Moçambola' vão disputar o campeonato nacional de 2019 divididas em duas regiões: sul e centro/norte.

Os dois grupos vão jogar no formato tradicional de todos contra todos, em duas voltas, apurando-se para a fase final os quatro primeiros classificados, que vão jogar no mesmo sistema, também em duas voltas.

A ideia é que no fim do campeonato os últimos cinco classificados desçam de divisão, subindo três. Assim em 2020 o Moambola será disputado por 14 clubes, para manter o campeonato competitivo e sustentável. O organismo federativo optou por aquele modelo, abandonando o sistema em que as 16 equipas jogavam todas entre si, igualmente em duas voltas.

Tal facto foi possível graças a intervenção do Presidente da República, Filipe Nyusi, amante confesso de futebol. Nyusi aproximou-se à Liga Moçambicana de Futebol (LMF), com os parceiros para a viabilização de um campeonato no sistema de todos contra todos.

Segundo o presidente da Liga Moçambicana de Futebol, Nanias Couana, foi o Chefe do Estado que "interveio junto de empresas do Estado, nomeadamente as Linhas Aéreas e Aeroportos de Moçambique, e outras empresas privadas para suportarem os custos do campeonato.”

Moçambola abre na Beira para homenagear vítimas do Idai

A Liga Moçambicana de Futebol decidiu homenagear as vítimas do ciclone Idai com o jogo entre Têxtil do Púnguè, clube da cidade da Beira e União Desportiva do Songo, da província de Tete.

Para o presidente da LMF, Ananias Couana, a realização da cerimónia de abertura na cidade da Beira "é uma forma de "manifestar solidariedade” para com as vítimas do ciclone Idai”, que já fez mais de 600 mortos e milhares de desalojados.

Moçambola começa no dai 27 de abril, depois de a data incial de 30 de março ter sido alterada, devido o ciclone Idai.

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