A notícia sobre o abandono do jogador do FC Porto, o maliano Moussa Marega, de 28 anos, do jogo contra o Vitória de Guimarães viralizou nas redes sociais e fez manchetes nos principais jornais do mundo nesta segunda-feira (17.02). A partida foi disputada em Guimarães, e o Porto venceu por 2 a 1, com um dos golos marcados por Marega.

Após ter ouvido alegadamente insultos da bancada adversária, o jogador do FC Porto decidiu abandonar o campo em protesto contra o racismo. O avançado teria ouvido nomes como "preto", "macaco" e "chipanzé".

O incidente foi considerado tão grave que o Presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, reagiu esta segunda-feira com uma declaração de repúdio às manifestações de racismo na Rádio Televisão Portuguesa (RTP). Rebelo de Sousa classificou a atitude dos adeptos como "intolerável".

O Presidente português recomendou aos cidadãos do país respeitarem e evitarem que "reações emocionais não pensadas" gerem crises sociais que não têm saída.

O governo português, através do secretário de estado da Juventude e do Desporto, João Paulo Rebelo, disse que há um trabalho no sentido de identificar e "punir exemplarmente" os responsáveis.

"Responsáveis devem ser punidos"

Marega recebeu mensagens públicas de solidariedade pelo incidente. A Federação Portuguesa de Futebol (FPF) considerou o caso "grave" e diz que os responsável "devem ser punidos". A FPF prometeu fazer de tudo para que os que não respeitam o futebol estejam fora dos estádios.

Através de comunicado, o FC Porto repudiou o ato. Já o Vitória de Guimarães disse, também em comunicado, que "não deixará de censurar toda e qualquer manifestação de violência, racismo ou intolerância".

As regras da FIFA e UEFA são claras em relação a um comportamento racista. O árbitro deve chamar a atenção dos adeptos. Caso não parem com os atos, ele deve suspender o jogo por até dez minutos e, em último caso, deve interromper o jogo.

Nenhuma das medidas foram tomadas pelo árbitro do jogo, o que foi alvo de críticas do jogador pelo Twitter. Marega considerou a atitude do árbitro "uma vergonha" e chamou de "idiotas" aos espetadores que proferiram as palavras.

A Autoridade para Prevenção e Combate à Violência no Desporto está desde já a trabalhar em articulação com as autoridades policiais e desportivas no sentido de identificar e punir "exemplarmente" os responsáveis.

por:content_author: Agência Lusa, si

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