"A parte mais importante deste desfecho [saída do comando técnico da seleção nacional de Moçambique] foram os objetivos não conseguidos", afirmou Abel Xavier, em conferência de imprensa, um dia após o anúncio da não renovação do contrato na liderança dos "mambas".

O técnico, nascido em Moçambique, mas que fez toda a carreira de futebolista em Portugal, defendeu que se a seleção moçambicana de futebol se tivesse qualificado para a Taça Africana das Nações (CAN) de 2019, disputada no Egito, teria tido condições para prosseguir.

"Obviamente, que esse objetivo não foi conseguido aos 92 minutos, se conseguíssemos a qualificação, possivelmente, esta conferência de imprensa não se estaria a realizar", destacou.

O técnico fez referência ao minuto 92 por ter sido nessa altura em que a seleção moçambicana de futebol consentiu um empate a dois golos no jogo com a Guiné-Bissau, que lhe custou a qualificação para a CAN2019.

Referindo-se às raízes moçambicanas, Abel Xavier assinalou que cumpriu uma missão de Estado durante os três anos e meio em que esteve à frente da seleção moçambicana de futebol, agradecendo o apoio que recebeu do Presidente da República, Filipe Nyusi, e da direção da FMF.

O técnico assinalou que deixou um legado para a seleção moçambicana, assinalando ter posto em campo 71 de um total de 137 jogadores que convocou durante três anos e meio à frente da equipa.

Além de não ter conseguido qualificar os "mambas" para a CAN2019, Abel Xavier falhou também a disputa da fase final da CAN2017, no Gabão, da CHAN, que é disputada por jogadores que atuam apenas nos campeonatos nacionais em África, e da fase final da COSAFA, prova jogada pelas seleções da África Austral.

Para o lugar de Abel Xavier, a FMF apontou, interinamente, Victor Matine, treinador da seleção sub-20 de Moçambique.

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