Weedle encontra-se no Aeroporto Internacional Simón Bolívar, a norte de Caracas, onde aguarda um voo de regresso para os Estados Unidos, de acordo com órgãos de comunicação locais.

As autoridades já haviam libertado o assistente do jornalista norte-americano Carlos Camacho.

De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores da Imprensa (SNTP), da Venezuela, Cody Weddle foi detido no seu apartamento, em Caracas, por quadros da Direção de Contrainteligência Militar (DGCIM, serviços secretos militares).

O autoproclamado Presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, exigiu de imediato a libertação do jornalista norte-americano, cuja detenção apelidou de "sequestro".

Também o Secretário-Geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro, solicitou a "libertação imediata" de Weddle.

Numa mensagem publicada no Twitter, o SNTP recorda que a detenção de ambos eleva para "36 os casos de jornalistas e trabalhadores da imprensa presos por Nicolás Maduro, ao longo de 2019".

Vários jornalistas venezuelanos relacionam as detenções com a cobertura dos eventos na fronteira da Colômbia com a Venezuela, a 23 de fevereiro último, quando a oposição tentou fazer entrar ajuda humanitária internacional no país.