Cinco meios de comunicação, incluindo a agência noticiosa oficial Xinhua e a televisão estatal CGTN, passam a estar dependentes da aprovação do Departamento de Estado dos EUA para adquirir propriedade nos Estados Unidos, e terão que fornecer regularmente listas com os nomes dos funcionários, incluindo dos norte-americanos.

A medida não implica, contudo, restrições ao trabalho dos jornalistas daqueles órgãos nos Estados Unidos, destacaram.

"Cada uma destas entidades está ao serviço do Governo chinês", disse um funcionário do Departamento de Estado, citado pela imprensa norte-americana, descrevendo os órgãos como parte de um aparelho de propaganda estatal chinesa que "aceita ordens vindas diretamente do topo".

Os outros meios de comunicação visados são a Rádio Internacional da China, o Diário do Povo e o China Daily.

O mesmo funcionário, não identificado, considerou ainda que, apesar do controlo pelo Estado "sempre ter existido", foi "reforçado", nos últimos anos, desde que o Presidente chinês, Xi Jinping, ascendeu ao poder, tornando-se "muito mais agressivo".

A relação entre China e EUA deteriorou-se, nos últimos anos, com Washington definir Pequim como a sua "principal ameaça" e a apostar numa estratégia de contenção das ambições chinesas.

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