De acordo com o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Geng Shuang, o governante brasileiro será também recebido pelo vice-presidente chinês, Wang Qishan, e reunir-se-á ainda com o presidente da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês, equivalente a uma câmara alta parlamentar, Wang Yang.

Durante a visita, Hamilton Mourão irá presidir ao quinto comité de coordenação da cooperação entre os dois países e visitará Xangai para participar em vários fóruns empresariais e atividades culturais.

“O Brasil e China são os maiores países em desenvolvimento dos hemisférios americano e asiático e mantêm uma relação madura e sólida. Nos últimos anos, desenvolvemos várias relações de sucesso em setores como o comércio, investimento e finanças, com benefício para os dois países”, afirmou o porta-voz, citado pela agência Efe.

Geng sublinhou que se celebra este ano o 45.º aniversário do estabelecimento de relações diplomáticas entre a China e o Brasil, e que o lado chinês espera aproveitar a oportunidade para “fortalecer a confiança política mútua” e “aprofundar a cooperação económica amistosa e de benefício mútuo” entre os dois “parceiros estratégicos”.

O porta-voz indicou que os dois países têm mantido “consultas” e “discutido planos” em busca de “sinergias entre estratégias de conexão” que possam levar o Brasil a participar na ofensiva global chinesa de investimento estrangeiro, designada como 'Nova Rota da Seda'.

As relações entre a China e o Brasil têm atravessado alguns altos e baixos desde a chegada ao poder de Jair Bolsonaro em janeiro deste ano, especialmente depois de atual Presidente brasileiro ter caracterizado a China como um “predador que quer dominar setores estratégicos da economia brasileira”.

Em contraste, Bolsonaro afirmou também pouco depois de ganhar as eleições que o Brasil se comprometia a manter boas relações com a China, o seu principal parceiro comercial, independentemente das diferenças ideológicas entre os dois países, e em março anunciou a intenção de visitar o gigante asiático durante o segundo semestre deste ano.

A China é desde há cinco anos o principal parceiro comercial do Brasil em todo o mundo e destino da maior parte das exportações de matérias-primas brasileiras, para além de deter também avultados investimentos no país sul-americano, sobretudo no setor da energia.

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