"Acreditamos que esta visita vai ajudar a encontrar uma solução política para a questão da Venezuela o mais rápido possível", disse o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Geng Shuang, em conferência de imprensa.

A visita de quatro dias de Jorge Arreaza inclui uma reunião com o homólogo chinês, Wang Yi.

"É um intercâmbio importante entre os nossos países", apontou Geng, acrescentando que o vice-Presidente chinês, Wang Qishan, também terá "uma reunião de cortesia" com Arreaza.

Segundo o porta-voz, a visita do ministro venezuelano vai contribuir também para criar "confiança política" entre os dois países, além de reforçar a "cooperação prática" e "a estabilidade e o desenvolvimento da região da América Latina e das Caraíbas".

Geng não esclareceu se Jorge Arreaza vai manter encontros com representantes de empresas chinesas do setor da energia.

A crise na Venezuela intensificou-se desde janeiro de 2019, quando o presidente da Assembleia nacional (dominada pela oposição) e opositor Juan Guaidó se proclamou Presidente interino do país, reconhecido por cerca de 60 países (incluindo Portugal) e entrando em rota de colisão com Nicolas Maduro, num confronto que ainda permanece.

Com o apoio da comunidade internacional, Juan Guaidó tem pedido a Maduro para convocar eleições nacionais “livres e transparentes”, perante a recusa do Presidente eleito, que considera ilegítima a ação do líder da Assembleia Nacional.

Pequim é um aliado tradicional do governo de Nicolás Maduro na Venezuela e, em 2019, a China foi de longe o maior importador de petróleo venezuelano.

Na sua rede favorita

Siga-nos na sua rede favorita.