"Desde o início da sua preparação até ao fim, esta campanha foi uma das mais rápidas de sempre", disse Djamila Cabral, representante da Organização Mundial da Saúde em Moçambique, citada num comunicado do Ministério da Saúde.

A vacinação decorreu nos distritos da Beira, Dondo, Nhamatanda e Buzi, identificados como os de maior risco devido aos estragos e as precárias condições de saneamento.

No total, 1.200 voluntários estiveram envolvidos no processo, que contou com o apoio da Organização Mundial de Saúde (OMS), o Fundo das Nações Unidas para Infância (UNICEF), a Médicos Sem Fronteiras (MSF), a Federação Internacional da Cruz Vermelha e Sociedades do Crescente Vermelho (IFRC) e a Save the Children.

"A vacina contra a cólera é apenas uma ferramenta para a resposta ao surto. Atualmente, as autoridades nacionais e os parceiros internacionais criaram 12 centros de tratamento da cólera, com capacidade para 500 camas, para servir as comunidades afetadas", acrescenta o documento.

As autoridades moçambicanas declararam o surto de cólera a 27 de março, após a passagem do ciclone Idai a 14 março e a que se seguiram chuvas intensas no centro de Moçambique.

Dados oficiais indicam que pelo menos sete pessoas morreram devido ao surto de cólera, até 09 de abril, registando-se 535 casos.

Além da região centro de Moçambique, o ciclone Idai atingiu o Maláui e o Zimbabué.

Em Moçambique, o ciclone fez pelo menos 602 mortos e 1.641 feridos e afetou mais de 1,5 milhões de pessoas, segundo o mais recente balanço.

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