Segundo testemunhas citadas pelo jornal O País, os homens armados dispararam contra dois autocarros da Transportadora Nagi Investimentos e um da Citi Link. O ataque ocorreu pelas sete horas, a cerca de 40 quilómetros do distrito de Gorongosa, em Sofala.

A vítima mortal, que morreu no local, era uma mulher de cerca de 40 anos, que seguia no autocarro da Nagi Investimentos, que fazia o trajeto Maputo-Quelimane, adiantou a mesma fonte.

De acordo com o correspondente da DW, quatro feridos em estado grave foram transferidos para Hospital Provincial de Chimoio, juntamente com cinco feridos ligeiros.

Um dos autocarros viajava no sentido norte e os outros dois seguiam no sentido sul-norte - estas viaturas teriam pernoitado no cruzamento de Inchope, à espera da escolta, devido aos sucessivos ataques que ocorrem na região.

Na semana passada, já tinham sido registados outros quatro ataques no troço Inchope-Muxungue.

Ataques frequentes no centro

Num comentário aos ataques da última semana, analistas da consultora Oxford Economics citados pela Lusa consideraram que o ataque que feriu seis pessoas na segunda-feira, na província de Sofala, em Moçambique, mostra que o Governo é incapaz de controlar os ataques, mas não vai desestabilizar o país.

"As forças de segurança parecem incapazes de neutralizar a ameaça, parcialmente porque estão também a combater uma insurgência islâmica na província de Cabo Delgado", sublinharam.

Os ataques armados que ocorrem no centro de Moçambique desde agosto do ano passado têm visado forças de segurança e civis em aldeias e nalguns troços de estrada da região. Já causaram mais de 20 mortos e vários feridos, além da destruição de veículos.

por: ms

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