Fonte da sede do ACNUR, em Genebra, afirmou à agência Lusa que os cerca de 3000 moçambicanos que estavam no Malawi regressaram nas últimas três semanas de Setembro, tendo apenas ficado para trás cerca de 10 famílias por questões como, por exemplo, estarem a receber cuidados de saúde.

Os refugiados estavam no campo de refugiados de Luwani, no sul do Malawi, e faziam parte de um grupo de 11 mil pessoas que fugiram do distrito de Moatize, província de Tete, centro do país, entre 2014 e 2015, devido à insegurança provocada pelos confrontos entre as Forças de Defesa e Segurança e o braço armado da Renamo.

A operação foi coordenada pelo escritório do ACNUR no Malawi.

"O campo já foi fechado. Eles tinham pressa de voltar porque queriam chegar antes da época das chuvas para poderem cultivar as terras, e se esperassem não poderiam cultivar. Não houve acordo, mas ninguém os parou na fronteira", afirmou a mesma fonte à Lusa.

O seu repatriamento aguardava um acordo tripartido entre os governos de Moçambique, Malawi e o ACNUR, que ainda poderá acontecer porque a sua assinatura pode desbloquear financiamento para a reintegração destes moçambicanos.

Os outros 8000 refugiados já tinham regressado a Moçambique até meados de 2016, onde a conjuntura entretanto estabilizou.