"Eles são procurados [no Uganda]", disse Fred Enanga, porta-voz da polícia ugandesa, citado hoje pelo "Daily Monitor", principal diário do país.

Os três ugandeses foram apresentados pela Polícia no dia 25 de Janeiro, suspeitos de serem os líderes dos grupos armados que têm protagonizado ataques em Cabo Delgado.

Além destes três detidos na semana passada, de acordo com o porta-voz da polícia ugandesa, há outros três, entre eles o líder do grupo, que estão sob custódia da Polícia há mais de um ano.

Fred Enanga disse que as autoridades ugandesas estão a envidar esforços para que o grupo enfrente a justiça do seu país, apesar de não existir um acordo de extradição entre os dois Estados.

O grupo é acusado pela justiça ugandesa de crimes de terrorismo e sequestros, segundo o "Daily Monitor".

Durante a conferência de imprensa no dia 25 de Janeiro, um dos membros do grupo admitiu ter ligações com extremistas do Al-Shabaab no Uganda, mas nega o envolvimento nos ataques armados em Cabo Delgado.

"Eu sou o líder de um dos grupos do Al-Shabaab em Uganda, mas não faço parte dos grupos que têm protagonizado ataques em Cabo Delgado. Nós viemos para Moçambique para resgatar o nosso líder que foi capturado", afirmou, na altura, um dos suspeitos.

Grupos armados até agora desconhecidos têm realizado actos de violência em vários distritos da província de Cabo Delgado, desde Outubro de 2017, tendo causado pelo menos 150 vítimas mortais.