“Vemos com enorme preocupação a declaração feita pelo Irão relativa aos seus compromissos no Plano de Acção Conjunto Global”, mais conhecido pelo acordo nuclear, indicaram numa declaração conjunta hoje divulgada pela chefe da diplomacia da UE, Federica Mogherini, e os ministros dos Negócios Estrangeiros da França, Alemanha e Reino Unido.

Ontem, o Presidente do Irão, Hassan Rouhani, deu 60 dias às potências mundiais para se negociar um novo acordo nuclear, caso contrário retomará o enriquecimento do urânio, e anunciou a redução de compromissos firmados no pacto de 2015.

A UE reagiu às delcarções e “rejeitam qualquer ultimato”, comprometendo-se que vão “avaliar o respeito do Irão pelos seus compromissos nucleares”, tanto quanto ao Plano de Acção Conjunto como ao Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares.

O Presidente francês, Emmanuel Macron, disse que o acordo nuclear assinado em 2015 deve ser salvo e os signatários do pacto devem fazer tudo para assegurar que o Irão permaneça neste pacto.

“O Irão deve permanecer neste acordo e nós devemos fazer tudo o que nós pudermos para garantir que (o país) permaneça”, disse o Presidente francês antes da cimeira da União Europeia (UE) em Sibiu, na Roménia. O chefe de Estado francês elogiou o pacto de 2015, que restringe as ambições nucleares do Irão, como “um bom acordo”.

Na declaração divulgada hoje, a UE, França, Alemanha e Reino Unido vincam que continuam “totalmente comprometidos com a preservação e a plena implementação” do Plano de Acção Conjunto Global, classificando-o como “uma conquista fundamental da arquitectura global da não-proliferação nuclear, que é do interesse de segurança de todos”.

A UE pede, ainda, aos países que não assinaram este Plano de Acção Conjunto Global, em 2015, que “se abstenham de tomar quaisquer acções que impeçam a capacidade das restantes partes em cumprir integralmente os seus compromissos”.

No ultimato feito esta quarta-feira, Hassan Rouhani afirmou que o país vai deixar de limitar as reservas de urânio e água pesada, uma decisão que contraria o acordo nuclear.

No mesmo dia, Irão enviou cartas, nas quais informa da decisão aos líderes do Reino Unido, China, UE, Rússia, França e Alemanha, todos signatários e apoiantes do acordo nuclear.

A pressão sobre o sector petrolífero aumentou no mês passado, quando Washington decidiu não renovar as isenções para a compra de petróleo cru iraniano por parte de oito países, incluindo grandes importadores, como a China, a Rússia e a Turquia.

Na sua rede favorita

Siga-nos na sua rede favorita.