Um dia antes de se encontrar com o homólogo russo, Sergei Lavrov, o secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, participa hoje numa reunião dos chefes da diplomacia europeia, em Bruxelas, para falar sobre “questões urgentes”, nomeadamente sobre o Irão. Washington acusou Teerão de preparar ataques “iminentes” contra interesses norte-americanos no Médio Oriente. Vários navios foram alvo de “actos de sabotagem” ao largo dos Emirados, de acordo com Riade e Abou Dabi, o que provocou uma subida de tensão no Golfo.

O ministro francês dos Negócios Estrangeiros, Jean-Yves Le Drian, disse logo que “a posição americana de aumentar a pressão e as sanções não interessa” à França. O chefe da diplomacia britânica, Jeremy Hunt, afirmou estar “muito preocupado com o risco que um conflito ocorra por acidente por causa da escalada de tensão”.

A chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini, adiantou que o encontro com Mike Pompeo foi organizado em cima da hora e admitiu que há “divergências e diferenças muito sérias”, reafirmando que “o diálogo é a melhor maneira de as abordar e evitar a escalada”.

França, Alemanha e Reino Unido assinaram, em 2015, com o Irão, um acordo sobre o nuclear, assim como a Rússia, a China e os Estados Unidos.

Os europeus querem conservar este acordo, que ficou fragilizado com a saída dos Estados Unidos e a decisão de Donald Trump de infligir sanções ao Irão. Entretanto, na semana passada, Teerão anunciou a suspensão de algumas das suas promessas relativas ao acordo e deu 60 dias aos europeus para protegerem Teerão contra as sanções de Washington, caso contrário ameaça abandonar outros compromissos do acordo.

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