"O acordo abrangente sobre assuntos militares alcançado pelo Presidente da República de Moçambique e a liderança da Renamo é um passo importante e concreto para a paz", referiu a UE em comunicado.

A aplicação atempada e eficaz dos compromissos acordados é crucial e contribuirá para fomentar a confiança mútua, lê-se na nota.

"A UE continua a estar pronta para prestar assistência sempre que solicitado, para que o povo moçambicano possa desfrutar de um futuro seguro e próspero", acrescentou.

Na segunda-feira, o chefe de Estado moçambicano, Filipe Nyusi, e o coordenador interino da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo) assinaram um memorando sobre a desmilitarização do braço armado do principal partido da oposição.

Na sua declaração à nação na segunda-feira, o Presidente moçambicano disse que dentro de dias serão anunciados os passos seguintes no processo, mas sem avançar detalhes.

Além do desarmamento e integração dos homens do braço armado do maior partido de oposição nas forças armadas e na polícia, a agenda negocial entre o Governo moçambicano e a Renamo envolvia também a descentralização de poder, ponto que já foi ultrapassado com uma revisão da Constituição em julho.