No quadro das comemorações dos 100 anos da primeira guerra mundial, o Presidente francês, Emmanuel Macron, recebeu hoje no Eliseu, o seu homólogo americano, Donald Trump, num clima de tensão, entre os 2 estadistas.

O Presidente Trump, tinha enviado ontem um autêntico missil-tuíte, qualificando de “insultuosas” palavras do presidente Macron, que horas antes, declarou numa entrevista à Radio Europe 1, que a Europa tem de construir o seu próprio exército, perante “ameaças da Rússia”.

O chefe da Casa Branca, na sua conta twitter, escreveu que “o Presidente Macron da França, sugeriu que a Europa construísse o seu próprio exército militar para se proteger dos Estados Unidos, da Rússia e da China. Muito insultuoso, porque primeiro a Europa devia pagar a sua quota parte das despesas da NATO, fortemente subsidiada pelos Estados Unidos”.

Diplomacia contra guerra de tuítes

Hoje ao receber o presidente americano no Eliseu, o Presidente Macron, diplomaticamente, declarou que “celebramos aqui a amizade entre os nossos povos, os nossos exércitos e a formidável solidariedade que houve entre os nossos dois países velhos aliados”.

Macron, prosseguiu, dizendo que “com certeza que partilha com o Presidente Trump, as propostas feitas sobre as capacidades estratégicas europeias e uma Europa que possa assumir mais com a sua quota parte do fardo comum no seio da NATO. Em todo o caso estou muito contente de receber de novo o meu amigo e Presidente Trump”, acrescentou, Macron.

O Presidente americano Trump, respondeu, saudando a relação de “amizade” com o seu homólogo francês, sublinhando”:

“Temos muitas coisas em comum em vários aspectos, talvez, certas pessoas pensem o contrário, mas partilhamos a mesma visão sobre muitas coisas”.

“Aprecio grandemente o que o Presidente Macron, acabou de dizer sobre a partilha do financiamento da defesa. Desejamos que a Europa seja forte, devemos trabalhar de maneira eficaz a fim de reforçar a Europa, o que todos desejamos”, sublinhou, Trump.

Durante o encontro, os dois Presidentes analisaram questões de política internacional, nomeadamente, no dizer, de Emmanuel Macron, “a luta contra o terrorismo, a defesa europeia, Irão, Síria, Golfo, Líbia e outras questões de interesse comum da França e dos Estados Unidos.

Comemorações do fim da Primeira Guerra mundial

Com os pontos nos ii, os dois presidentes, falaram sobre o programa do centenário da Guerra de 14-18, deste fim-de-semana.

Por outro lado, 100 anos após o fim da primeira guerra mundial, o presidente francês, Macron recolheu-se com a chanceler alemã, Angela Merkel, no Memorial da Clareira do Armistício, em Compiègne, a 60 quilómetros a norte de Paris, ante-penútima etapa da “itinerância memorial de Macron, antes das cerimónias de amanhã.

O presidente francês e a chanceler alemã, passaram igualmente em revista os soldados da brigada franco-alemã, descerrando uma placa comemorativa e colocando uma coroa de flores na Clareira de Rethondes, igualmente, na floresta de Compiègne, onde foi assinado o armistício da Guerra de 14-18.

O ponto alto destas comemorações, acontece, aliás, amanhã, 11 de novembro, data oficial, da assinatura do armistício, comemorações na presença de cerca de 60 chefes de Estado e de governo.

Estes 100 anos do fim da primeira grande guerra mundial, contam com uma série de actividades, nomeadamente, um Forum para a paz no mundo, na ausência do presidente americano, Trump, que anulou, hoje, igualmente, uma visita ao cemitério americano dos Bosques Belleau, a 100 quilómetros de Paris, devido ao mau tempo.

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