Durante dois dias, o tribunal ouviu alegações do Governo da África do Sul, do Executivo de Moçambique, da defesa de Chang e de organizações conhecidas como “amigas do tribunal” sobre a extradição do antigo ministro para Moçambique ou para os Estados Unidos.

Nesta quinta-feira, 17, segundo dia da audição, o tribunal não recebeu a documentação em inglês que prova que Manuel Chang deixou de ser deputado e que, por conseguinte, perdeu a imunidade parlamentar, facto que, segundo uma fonte da VOA, poderá pesar na extradição dele para os Estados Unidos e não para Moçambique.

É que o Governo sul-africano tem frisado que Chang deve ser extraditado para onde ele será efectivamente julgado, o que pode não acontecer em Moçambique, caso ele continua com a imunidade.

Manuel Chang é apontado como sendo o principal responsável pelo caso das chamadas “dívidas ocultas”, que, com a ajuda de banqueiros e empresários estrangeiros, e agentes moçambicanos, lesaram o Estado moçambicano em cerca de dois mil milhões de dólares.

Ele foi detido a 29 de Dezembro a pedido da justiça americana que julga mais quatro envolvidos no caso, sendo três antigos directores do Credit Suisse, que já se declararam culpas e cooperam com o tribunal, e o empresário libanês Jean Boustani, que intermediou a compra, por Moçambique, de barcos que supostamente iriam proteger as costas do país, o que não aconteceu.

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