A arguida, de 65 anos, disse hoje, na primeira sessão do julgamento, que pode provar a sua inocência com recibos e faturas.

“Nunca dei uma ordem oral para me beneficiar com algum valor, porque havia suporte documental e prestação de contas mensal ao ministério”, defendeu-se a antiga diplomata, na 7.ª secção do Tribunal Judicial da Cidade de Maputo.

O Ministério Público diz que Amélia Sumbana cometeu os crimes de abuso de cargo, peculato e branqueamento de capitais.

Entre outros ilícitos, a arguida terá usado parte do dinheiro para pagar a aquisição e reabilitação de um imóvel na cidade de Maputo, registada posteriormente em nome do marido.

Segundo a acusação, a embaixadora emitia cheques a seu favor com a justificação de que as verbas serviam para obras na residência oficial ou para serviço da missão diplomática e pedia reembolsos de viagens aéreas não efetuadas.