"O processo está em fase de instrução preparatória", disse Manuel Arnansa, chefe local da polícia criminal moçambicana (Sernic).

A ação resulta de denúncias recebidas desde o início do ano e eleva para quatro o número de funcionários detidos em menos de uma semana, depois de intercetado o chefe de repartição dos serviços de migração, por alegada corrupção e abuso de funções.

No mesmo processo há outros quatro funcionários sob investigação, bem como um cidadão nigeriano, acusados de cobrar pela entrada e permanência na província de Nampula a cidadãos estrangeiros.

A província é banhada pelo oceano Índico a nascente e faz fronteira com o Maláui a poente, sendo uma das zonas de refúgio para cidadãos de outros países.

O número de refugiados estrangeiros que Moçambique acolhe aumentou de cerca de 26 mil em 2015 para 40 mil em 2017, segundo os mais recentes dados do Instituto Nacional de Apoio aos Refugiados (INAR), organismo governamental moçambicano.

Cerca de 13 mil residem no centro de refugiados de Marretane, na província de Nampula, o único existente no país.

O país acolhe refugiados da Somália, Etiópia, Burundi, Ruanda, Congo e República Democrática do Congo, entre outros países, maioritariamente da região dos Grandes Lagos.

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