“Apesar dos desafios logísticos e climáticos, as atividades de construção na área da futura instalação de gás natural liquefeito continuam a um bom ritmo”, lê-se numa informação da Total distribuída hoje a imprensa.

As instalações incluem um aeródromo que começou a ser utilizado em 19 de fevereiro deste ano, uma infraestrutura que levou 18 meses para ser construída e é tida como um “marco significativo” para o Projeto Mozambique LNG, reduzindo custos para deslocações e garantindo maior segurança.

Recentemente, a região de Cabo Delgado foi afetada pelo mau tempo, tendo sido interrompida a principal estrada do norte da província, na sequência do desabamento da ponte sobre o rio Montepuez, o que isolou vários distritos.

Para responder ao desafio, a Total, que já tinha um cais, construiu rapidamente um segundo para acolher embarcações que transportam cimento para o local, devido à emergência resultante da queda da ponte.

Decorrem ainda construções de vias de acesso e acampamentos para acomodar mais trabalhadores envolvidos na construção da futura instalação”, acrescenta a empresa.

A Total lidera o Projeto Mozambique LNG, o primeiro empreendimento de gás natural liquefeito em terra a explorar as reservas da bacia do Rovuma, no norte do país, arrancando em 2024 com dois módulos de liquefação e com uma capacidade nominal de 12,88 milhões de toneladas por ano.

A petrolífera francesa encabeça o consórcio com 26,5%, ao lado da japonesa Mitsui (20%) e da petrolífera estatal moçambicana ENH (15%), cabendo participações menores à indiana ONGC (10%) e à sua participada Beas (10%), à Bharat Petro Resources (10%) e à tailandesa PTTEP (8,5%).

Os projetos de gás natural devem entrar em produção dentro de aproximadamente cinco anos e colocar a economia do país a crescer mais de 10% anualmente, segundo o Fundo Monetário Internacional e outras entidades.

Apesar dos avultados investimentos na região e o otimismo no setor do gás natural em Cabo Delgado, os ataques armados protagonizados por grupos considerados terroristas por agências internacionais continuam uma preocupação, tendo sido registadas, pelo menos, 350 vítimas mortais desde que as incursões começaram, em outubro 2017.

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