Como previsto, a votação para as legislativas togolesas teve início as 7 horas locais da quinta-feira, com os militares a manterem a segurança das mesas de voto, espalhadas pelo país da África ocidental.

Boicotado pelos principais partidos da oposição, que acusam o UNIR ( União pela República) partido do presidente cessante Faure Gnassingbé, de roubo eieltoral, o escrutínio poderá permitir ao referido UNIR obter quatro quintos dos assentos parlamentares, de forma a fazer aprovar uma reforma constitucional que autorizará Gnassingbé a candidatar-se a um novo mandato, entre 2020 e 2025.

Faure Gnassingbé acedeu pela primeira vez ao poder em 2005, na sequência de uma transição violenta, após a morte do seu pai Eyadema Gnassingbé, que governou o Togo com um punho de ferro durante 38 anos.

O escrutínio foi marcado por uma forte presença das forças de segurança em Lomé, que controlaram os cruzamentos e as estações de serviço para impedir a violência.

Nas zonas da oposição, nomeadamente no bairro Agoé da capital togolesa dominado por apoiantes do Partido Nacional Panafricano de Tikpi Atchadam, a afluência às mesas de voto pareceu confusa.

Segundo observadores não se registaram incidentes, com excepção de buletins de voto e urnas queimados, numa mesa de voto em Kpalimé, 120 kms ao norte de Lomé.O apuramento dos votos está em curso.

A oposição acusa o poder de ter organizado as eleições pela CENI(Comissão Eleitoral Nacional Independente), composta unicamente por representantes do executivo cessante, com o objectivo de controlar o processo eleitoral unilateralmente e favorecer mais uma fraude.