"Em março deste ano, o Governo tanzaniano enviou tropas para as áreas de Msimbati e Sindano, em Mtwara, bem como Chiwindi, no distrito de Nyasa, região de Ruvuma", declarou a ministra de Estado no Gabinete do Primeiro-Ministro, Jenista Mhagama, citada hoje pelo jornal diário Notícias.

A colocação de militares visa o reforço da segurança nos 1.536 quilómetros de linha de fronteira que a Tanzânia partilha com Moçambique, Maláui e Zâmbia, acrescentou Jenista Mhagama.

A governante avançou que na fronteira com Moçambique o exército tanzaniano vai conter eventuais ameaças dos insurgentes da organização Al Sunnah wa Jama'ah (ASWJ), organização responsabilizada pelos ataques armados na província de Cabo Delgado, desde 2017.

A província nortenha vê-se a braços com ataques de grupos armados classificados como uma ameaça terrorista e que já mataram, pelo menos, 500 pessoas nos últimos dois anos e meio.

As autoridades nacionais contabilizam 162 mil afetados pela violência armada naquela província.

No final de março, as vilas de Mocímboa da Praia e Quissanga foram invadidas por um grupo, que destruiu várias infraestruturas e içou a sua bandeira num quartel das Forças de Defesa e Segurança.

Na ocasião, num vídeo distribuído na internet, um alegado militante 'jihadista' justificou os ataques de grupos armados no norte de Moçambique com o objetivo de impor uma lei islâmica na região.

Foi a primeira mensagem divulgada por supostos autores dos ataques que ocorrem desde outubro de 2017 na província de Cabo Delgado, gravada numa das povoações que invadiram.

Na sua rede favorita

Siga-nos na sua rede favorita.