Segundo a agência oficial da ilha, a CNA, o plano será financiado pelo Governo e deverá concentrar-se nos direitos de residência, alojamento e assistência às pessoas de Hong Kong que procurarem asilo em Taiwan.

O programa será elaborado e executado pelo Conselho de Assuntos da China Continental (MAC), a agência responsável pelas relações com a República Popular da China, adiantou Tsai Ing-wen, explicando que pediu ao MAC que fosse “o mais célere possível”.

O anúncio da Presidente foi feito poucos dias depois das críticas que recebeu por ter admitido suspender o “estatuto preferencial” que Taipei concede a pessoas de Hong Kong para visitar ou investir na ilha, caso Pequim aprovasse a lei.

Tsai, que apoiou abertamente os protestos pró-democracia iniciados em Hong Kong no ano passado, foi acusada pela oposição de “deixar o povo de Hong Kong para trás” depois de ter usado o seu apoio para impulsionar a sua campanha de reeleição nas presidenciais de janeiro.

A Presidente assegurou que se tratava apenas de um mal-entendido e que o seu Governo estava a acompanhar “com preocupação” a situação em Hong Kong.

Em 2019, um total de 5.585 pessoas de Hong Kong mudou-se para Taiwan, o que representou um aumento de 41% em relação ao ano anterior.

O clima em Hong Kong voltou a aquecer nos últimos dias devido ao anúncio de Pequim de que está a preparar uma lei de segurança nacional para a cidade, que será, provavelmente, aprovada na quinta-feira.

A lei equiparada à Constituição de Hong Kong estipula que só as autoridades da cidade podem promulgá-la, o que não acontece desde 1997 devido à oposição popular.

Agora o Governo central chinês parece ter perdido a paciência e quer aprovar uma cláusula que permite anexar novas regras à 'mini-Constituição' local.

A ser aprovada, a lei de segurança nacional proibirá “qualquer ato de traição, secessão, sedição ou subversão contra o Governo Popular Central, roubo de segredos de Estado, proibição de atividades em Hong Kong realizadas por organizações políticas estrangeiras e proibição de estabelecer laços com organizações políticas estrangeiras”.

A oposição pró-democracia de Hong Kong teme que a aprovação da lei de segurança social reduza os direitos em Hong Kong, sobretudo como retaliação pelos meses de protestos antigovernamentais na cidade, alguns dos quais terminaram em confrontos com a polícia.

Depois de alguns meses de hiato devido à pandemia de COVID-19, o movimento de protesto foi reativado e, hoje, milhares de pessoas concentraram-se nas ruas a propósito de um debate parlamentar sobre um projeto de lei que visa punir um protesto contra o hino nacional chinês em Hong Kong.

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