"O Governo declarou hoje o fim das suas relações diplomáticas com as Ilhas Salomão", indicou o ministro dos Negócios Estrangeiros de Taiwan, Joseph Wu, numa conferência de imprensa em Taipei.

Este anúncio é a consequência da decisão do "Governo das Ilhas Salomão de transferir as suas relações diplomáticas para a República Popular da China", explicou Joseph Wu.

O novo primeiro-ministro das Ilhas Salomão, Manasseh Sogavare, considerou, numa entrevista áudio transmitida há alguns dias em formato ‘podcast’, que no plano económico e político Taiwan era "totalmente inútil".

Essa mudança de aliança é um novo golpe para Taiwan. A lista de países ainda ligados a Taipei diminuiu consideravelmente ao longo das décadas, caindo para 16 com a saída das Ilhas Salomão.

Em agosto de 2018, Taiwan anunciou o corte de relações diplomáticas com El Salvador.

Também Burkina Faso rompeu as relações diplomáticas com Taipé, depois de a República Dominicana ter anunciado, em 01 de março desse ano, a rutura com Taiwan.

Em dezembro de 2016, São Tomé e Príncipe também rompeu relações diplomáticas com Taiwan e passou a reconhecer a República Popular da China.

Após a rutura do Burkina Faso, a Suazilândia é o único país africano a manter relações com Taipé.

Desde 2000 que diversos países africanos, incluindo o Chade e o Senegal, que recebiam ajudas de Taiwan, romperam as suas relações com a ilha para beneficiar da cooperação chinesa.

Pequim tem exercido forte pressão internacional para isolar as autoridades de Taiwan, que considera parte integrante do seu território.

Taiwan, a ilha onde se refugiou o antigo governo chinês depois de o Partido Comunista tomar o poder no continente, em 1949, assume-se como República da China, mas Pequim considera-a uma província chinesa e ameaça usar a força caso declare independência.

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