"Hoje, por volta das 9h00, supostos membros do Al-Shabab sequestraram dois médicos cubanos no hospital em Mandera", declarou o governador da região, Ali Roba, através de um comunicado de imprensa.

O porta-voz da polícia queniana, Charles Owino, adiantou ainda, durante uma conferência de imprensa na capital Nairobi, que os dois médicos, escoltados por dois polícias, dirigiam-se para o trabalho esta manhã quando o seu veículo foi bloqueado por dois carros SUV.

Os sequestradores mataram um dos dois agentes policiais e "conseguiram sequestrar os dois médicos e cruzar a fronteira [da Somália] com eles", acrescentou o porta-voz. O motorista do veículo que transportava os médicos foi preso e interrogado. "As forças de segurança estão a perseguir os agressores", garante.

Um oficial da polícia de Mandera adiantou ainda, à agência de notícias AFP, que "a forma como agiram e o fato de que se dirigiram para a fronteira com a Somália” os leva a acreditar que “os sequestradores são do Al-Shabab".

O governador de Mandera apresentou já apresentou as suas condolências à família do polícia morto, abatido "quando protegia a vida dos nossos médicos cubanos".

Os dois médicos, um de medicina geral e um cirurgião, fazem parte de um grupo de 100 médicos cubanos destacados no Quénia desde meados de 2018, para fortalecer o serviço de saúde do país.

Em novembro, uma voluntária de uma ONG italiana foi sequestrada numa aldeia do sudeste do Quénia por um grupo armado que disparou sobre os habitantes locais, tendo ferido cinco pessoas. A italiana ainda não foi encontrada.

Os sequestros de estrangeiros não são muito comuns no Quénia, mas podem ter um efeito devastador no importante setor do turismo do país.

Vários sequestros ocorreram no litoral do Quénia em 2011, tendo sido marcante a morte de um cidadão britânico e o sequestro da sua esposa. Algumas semanas depois, uma mulher francesa foi sequestrada em sua casa, no arquipélago de Lamu.

Pouco depois, membros do Al-Shabab sequestraram dois trabalhadores humanitários espanhóis no campo de refugiados de Dabaab, perto da fronteira somali.

Desde 2011 que o exército queniano participa na Missão da União Africana na Somália (Amisom), a qual combate o grupo terrorista Al-Shabab, afiliado da Al-Qaeda.

O Al-Shabab tenta, desde 2007, derrubar o instável governo da Somália.

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