Para a oposição, Macky Sall, faz chantagem, marginalizando os 2 políticos, impedidos por lei de concorrer nas presidenciais de 2019.

A oposição senegalesa denunciou o Presidente do Senegal, Macky Sall, de instrumentalizar a Justiça após ter declarado no último fim-de-semana à televisão France24 que se ganhar as eleições presidenciais de fevereiro de 2019, libertará Khalifa Sall e Karim Wade.

“Num cenário duma reeleição, não posso afastar isso, avançando para uma nova fase de reconstrução nacional e num espírito de consenso nacional, porque penso que temos que virar também a página”, declarou, Macky Sall, instado pela France 24 a confirmar notícia da Jeune Afrique, sobre uma amnistia geral abrangendo Khalifa Sall, ex-presidente da câmara municipal de Dacar e Karim Wade, presidente do Partido democrático senegalês.

Para Amadou Sall, dirigente do PDS, trata-se duma manobra do chefe de Estado para não ter de enfrentar Khalifa Sall, que cumpre pena de prisão de 5 anos, e Karim Wade, exilado no Qatar, desde 2016, mas que quer regressar em dezembro ao país, para as presidenciais de 2019.

Só que os dois políticos estão impedidos por lei eleitoral de se candidatar a estas eleições.

O Presidente Macky Sall, que é candidato às presidenciais de 2019, pretende ganhar o escrutínio logo na primeira volta, razão pela qual, já perspectiva amnistiar os 2 políticos da oposição, que eventualmente, só poderiam candidatar-se em 2024.

Isto é “chantagem” de Macky Sall, que quer um segundo mandato, mesmo se “torpedear a justiça”, denuncia, Moussa Tine, conselheiro do ex-presidente da câmara de Dacar, Khalifa.

É, pois, neste clima, de pré-campanha, que Senegal, já a viver, com um presidente-candidato, convicto de que ganha as eleições logo à primeira volta, tendo em conta que não tem pela frente candidatos à altura.

Khalifa Sall, na cadeia, desde março de 2017, condenado por desvio de fundos, continua à espera da decisão do Supremo Tribunal, para onde recorreu.

E Karim Sall, agraciado por Karim Sall, está a dever ao Estado, uma multa de 200 milhões de francos CFA, que ainda não pagou, correndo o risco de ser preso caso regresse ao Senegal, em dezembro, como pretende.

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