"Sejamos honestos, o sucesso desse acordo vai depender da integridade, liberdade, justiça e transparência com que forem realizadas as próximas eleições gerais a terem lugar no dia 15 de Outubro de 2019", declarou Ivone Soares.

A chefe da bancada da Renamo enunciou os requisitos para a prevalência do Acordo de Paz e Reconciliação Nacional, quando falava no debate deste documento, aprovado hoje pela Assembleia da República.

Ivone Soares defende que a sobrevivência do pacto está condicionada ao "comportamento" da Frelimo acusando este partido de casos de violência do entendimento, depois da sua assinatura.

"O sucesso do acordo assinado no dia 06 de agosto de 2019 não depende, somente, da Renamo, depende, acima de tudo, da forma como o governo da Frelimo vai se comportar", insistiu a chefe da bancada do principal partido da oposição.

Logo a seguir à assinatura do acordo, prosseguiu, foram testemunhadas e denunciadas violações grosseiras do acordo, sem que tivesse havido responsabilização dos autores.

Assinalando que o pacto é o terceiro entre o Governo da Frelimo e a Renamo, a chefe da bancada do principal partido da oposição destacou que os anteriores entendimentos fracassaram, porque o Estado de Direito Democrático foi desrespeitado, as instituições públicas foram partidarizadas e a maioria dos antigos guerrilheiros foi excluída e marginalizada.

A AR aprovou hoje, em definitivo, a proposta de Lei do Acordo de Paz e Reconciliação Nacional, assinado no passado dia 06 deste mês, para acabar, formalmente, com meses de confrontação militar no país.

A lei foi aprovada tanto na generalidade como na especialidade, com os votos a favor de 140 deputados da Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), partido no poder, 52 da Renamo, principal partido da oposição, e um do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), terceiro maior partido e com o menor número de deputados na AR.

Catorze deputados do MDM votaram contra o documento.

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