Na Quarta-feira, um grupo de guerrilheiros do braço armado da Renamo ameaçou matar o líder do partido, Ossufo Momade, caso não renunciasse ao cargo, acusando-o de estar a destruir o partido em conivência com os Serviços de Informação e Segurança do Estado (SISE). Por esta ocasião, o porta-voz do grupo, o antigo major general Mariano Chissinga, acusou o líder do partido de perseguir e executar oficiais da antiga guerrilha, mencionando o alegado assassinato de um brigadeiro no passado dia 3 de Junho na Gorongosa. Estas acusações foram logo desmentidas no dia seguinte pelo porta-voz da Renamo, José Manteigas.

Reagindo novamente a esta acusações, desta vez pela voz de André Magibire, Secretário-geral da Renamo, o partido da perdiz garantiu que o referido brigadeiro se encontra vivo e em segurança numa das suas bases e que em breve ele será apresentado ao público. “Ossufo Momade não é, nem foi, nem será um assassino” insistiu André Magibire.

Ainda assim e face às acusações contra o líder da Renamo, o MDM, segunda força política da oposição, apelou à intervenção da Procuradoria, referindo recear que a situação possa comprometer a realização das eleições gerais do próximo 15 de Outubro. No mesmo sentido, a Frelimo no poder, através do seu porta-voz Caifadine Manasse, expressou alguma preocupação. “Temos que trabalhar para continuar a ter paz” declarou Manasse que no entanto considera que estes sobressaltos não vão ter impacto no processo eleitoral. Mais pormenores com Orfeu Lisboa.


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